sábado, 11 de julho de 2009

Investigação de acidente do trabalho


Numa investigação de acidentes é importante não buscar culpados, pois existe grande probabilidade de o mesmo tipo de acidente tornar a acontecer e ser ainda mais grave.
Desse modo é fundamental que, no processo investigativo, a vítima "não tenha rosto" e que se trabalhe com a função do trabalhador, sem fazer referência ao nome de pessoas. Partindo desta permissa, escolhermos dois métodos que atendem a este requisito: o método da ÁRVORE DE CAUSAS e o método do DIAGRAMA DE CAUSAS E EFEITOS. Não são métodos muitos simples, mas com ele podemos ter uma idéia do todo e não apenas de um fato isolado.
A maior dificuldade nos processos de investigação de acidentes é que, na grande maioria dos casos, o levantamento dos fatos é insuficiente para chegarmos às causas básicas.
Nesta tarefa qualquer é fundamental. A consulta ao departamento de administração, para obter informações sobre o acidentando - treinamentos realizados, presença em palestras, horas extras, tempo de empresa, etc.,também é muito importante. Conhecendo esses dados, podemos estabelecer parâmetros.

ÁRVORE DE CAUSAS

A árvore de causas consiste em uma metodologia prática de investimento de acidentes/incidentes no trabalho, que ajuda a compreendê-los melhor e encontrar uma maneira mais adequada de lutar contra eles.
Este método é internacionalmente reconhecido como instrumento de trabalho eficaz para o estudo dos acidentes/incidentes, sendo muito utilizado pelo Institut National de Recherche et de Securité (INRS). Muito valioso para quem precisa se aprofundar na análise das causas dos acidentes, é especialmente eficaz quando aplicado por profissionais de segurança do trabalho, por técnicos de produção e manutenção da empresa e por membros de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes.
A árvore de caudas pode ser definida como a representação gráfica do encadeamento lógico dos fatos que provocaram o acidente/incident, elaborada a partir de um caso real. Ela não reflete as possíveis variáveis capazes de desencadear acidentes similares. Para isso, seria necessário o uso de outra metodologia, como a árvore de falhas e erros.

PRINCÍPIOS DA ELABORAÇÃO DA ÁROVRE DE CAUSAS
Para elaborar uma árvore de causas consistente, é fundamental observar alguns princípios:
Apoiar em fatos concretos, ou seja, que comprovadamente ocorreram. Não se basear em hipóteses, nem fazer interpretações (deduções) ou julgamentos;
Não fazer uso tendencioso do método, isto é, para fazer valer idéias pessoais. O método foi criado para ser explorado em grupo;
Uma árvore de causas precisa se bem elaborada e transparente o bastante para não ser contestada;
Não deve haver hierarquia entre os membros do grupo encarregado de analisar a árvore de causas, todos deverão estar em igualdade de condições;
Ao construir a árvore de causas, não devemos procurar culpados, e sim as causas básicas;
A união do grupo de análise é importante; a confiança entre os participantes ajuda a atingir os objetivos;
A árvore de causas não deve indicar apenas uma causa, mas várias.


DIAGRAMA DE CAUSAS E EFEITOS
A representação deste Diagrama, no formato de um peixe, facilita não só a visualização do problema, como a interpretação das causas que o orginam. Conhecido também como DIAGRAMA E ISHIKAWA ou DIAGRAMA ESPINHA DE PEIXE, o diagrama de causas e efeitos parte do pressuposto de que o efeito (acidente) não é produzido por uma única causa, mas por um conjunto de fatores que desencadeiam todo o processo. Além disso, envolve um trabalho coletivo, pois as pessoas participam, opinando sobre as prováveis causas que teriam gerado o acidente.


PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DO DIAGRAMA
Dar liberdade de expressão, incentivando as pessoas para que exponham suas idéias;

Vale "pegar carona" na idéia de um colega;

Evitar fazer críticas a tópicos listados pelos colegas. Além de desmotivar, essa atitude inibe a participação daqueles que ainda não se manifestam;

Apresentar fatos reais que possam viabilizar uma ação corretiva/

Buscar medidas de controle duradouras, a partir de interpretação do diagrama.